Rondeico parecia ter o carro nas mãos
e veio no pratice com “voltas voadoras”, cravando o tempo de 29,363s. A
hora do
qualify acabou sendo uma repetição da última corrida, com
Rondeico na pole, Schmidt por “uma piscada” em segundo, Cunha, Rupa,
Moya e Roberto fechavam as filas seguintes.
Com a voz meio embargada, o diretor de prova anunciou: Green Flag,
Green Flag, GreeYellow Flag...Na abertura da segunda volta o carro de
Iglesias deu o ponta-pé inicial para a primeira das dezesseis Yellow
Flags da corrida. Já no início pudemos perceber que seria uma corrida
difícil, e foi. Logo na primeira volta os primeiros colocados começaram
uma disputa acirrada pela ponta e através de ótima largada, também
entrou na “briga” André Borges, vindo para cima dos ponteiros com uma
tocada firme e agressiva. O Piloto do carro #16 figurava no inicio da
corrida, como um dos fortes candidatos ao caneco, travou uma linda
disputa de curvas com Leandro Schmidt, chegando liderar a corrida e na
penúltima volta passou Novak ssumindo a terceira posição.
Leandro Schmidt pôs fim a sua corrida após uma colisão traseira no
carro de Borges e foi fazer companhia a Rondeico que estourou o motor
de seu Fusion na volta 11. Com os lideres fora da corrida, o pega
continuava.
Já que acima falamos de Novak, o piloto do Dodge #80, largou do fundão
e conseguiu uma heróica quarta posição. Embora Leonardo Mauro tenha
saído de trás do pelotão e chegado na quarta posição, o campeão de
alpinismo foi Felipe Mafra, escalou 18 posições e cruzou a linha de
chegada numa confortável sétima posição. Xuxu e Moya que passaram as
120 voltas desafiando o perigo, ocuparam quinta e sexta posições
respectivamente.
Os Extreme´s fizeram sensacionais disputas, freadas em 2-wide, passões
por fora e outros acontecimentos que enchiam os olhos de qualquer
telespectador. Mas o show teve seu preço bastante elevado: O alto
número de
YF´s, fez com que o Pace Car recebesse o ponto de bonificação
por liderar mais voltas na corrida. 62 voltas em procissão.
Destacamos dois pilotos: O grande vencedor da prova Jean Rupaner #58 e Fabio Loyola #7.
Durante a festa da vitória que varou madrugada adentro, o líder contou para nós como foi sua vitória:
LBN NEWS: Qual a sensação da vitória?
J.Rupaner: Ganhar é sempre bom, mas nas circunstâncias que aconteceram,
foi ótimo para meu campeonato, pois consegui voltar à disputa pela
liderança após cair na tabela em Michigan.
LBN NEWS: Como foi sua corrida?
J.Rupaner: Larguei em 4º, após algumas voltas cai para 6º e fui
comboiando. Tentei sempre correr com segurança, evitando disputas mais
acirradas e ficando apenas junto com o pelotão da frente, mesmo assim
não consegui evitar alguns toques. Tivemos uma ótima disputa pela
liderança por varias voltas, mas aconteceu que todo top 5 sofreu algum
tipo de acidente. Quando vi estava em 2º atrás do Schmidt, ele entrou e
fiquei na pista junto com o Moraes. Na relargada foi quando percebi o
quanto tava rápido, com pista livre e pneus mais gastos consegui abrir
uma razoável diferença para o Moraes seguido do já 3º colocado Schmidt.
Fiz meu pit stop na YF seguinte e voltei em 8º, fui passado pelo Cabral
e logo em seguida acabei batendo no Campos na freada da curva 1, ao
mesmo tempo que o Mafra e Cabral rodavam na nossa frente. Na relargada
estava em 4º e com 50 voltas para acabar sabia que era só questão de
tempo e paciência para chegar ao primeiro lugar, não que fosse fácil,
mas os lideres já não estavam mais com pneus novos. Após algumas voltas
e mais uma vez um acidente na frente tirou o Borges e Schmidt do
caminho, passei o Novak assumindo a ponta quando veio outra YF. Então
apareceu o Loyola no meu retrovisor para me atazanar nas relargadas.
Foi bem complicado ali, mas após algumas voltas consegui impor um bom
ritmo até a ultima YF, quando recebi a bandeirada final.
LBN NEWS: Qual foi o principal problema que você enfrentou durante a prova?
J.Rupaner: As relargadas. Não sei por quê, mas a maioria já conseguia
colocar o carro ao lado do meu na reta, alguns poucos por fazerem
jump-start, mas a maioria simplesmente largava melhor do que eu fazendo
as primeiras voltas em green serem difíceis.
LBN NEWS: Qual a estratégia que você tinha pré-definido para a prova?
J.Rupaner: A mesma que normalmente uso em Short-Tracks: correr na
defensiva, sem forçar muito para tentar chegar inteiro, além de fazer
apenas 1 pit-stop. A partir daí, se você tem um carro sem avarias fica
fácil a disputa pela vitória.
LBN NEWS: Muitas YF´s. Ao que você vincula esse número excessivo de YF´s na categoria top da LBN?
J.Rupaner: Com certeza a afobação de certos pilotos. Muitos queriam
estar na frente a qualquer custo e simplesmente se “joselitavam” por
serem inconstantes. Fazendo ultrapassagens arriscadas já no inicio da
corrida e abusando da sorte. A pista em si não é das mais fáceis, é
difícil passar, mas é só questão de paciência. O motivo de tantas YF´s
não é por causa da pista, mas sim de alguns pilotos que sabem que é
difícil e mesmo assim pilotam como estivessem em um Super Speedway.
LBN NEWS: Agradecemos sua atenção
O segundo destaque da nossa matéria foi Fabio “o sobrevivente” Loyola
#7, não somente por sua segunda colocação, mas também por ter sido o
único piloto que não se envolveu em nenhum dos acidentes que causaram
as 16 YF´s. Ainda sem fôlego pela extensiva comemoração, Loyola atendeu
a Equipe de Reportagens da LBN
LBN NEWS: Como foi sua corrida?
F.Loyola: Muito boa. Largando em nono consegui evitar os acidentes e terminei a corrida em segundo lugar
LBN NEWS: O que você achou do número de YF´s numa corrida Extreme?
F.Loyola: Apesar de ser uma pista complicada, o numero de YF foi
realmente muito alto. Tivemos muitos acidentes bobos, que deixaram a
corrida monótona.
LBN NEWS: O que você acha que foi o grande causador desse número de Yellow Flags?
F.Loyola: Falta de concentração e de treino quase sempre é o que gera os acidentes nas corridas.
LBN NEWS: Qual a estratégia utilizada para sobreviver na selva de New-Hampshire?
F.Loyola: Concentração acima de tudo. É importante também tentar prever
o que seu oponente irá fazer e quais serão as consequências, para
tentar antecipar alguma manobra e evitar um acidente.
E com isso fechamos nossa participação em Loudon e seguimos com a caravana Extreme para o veloz Kansas Speedway. Até a próxima.