 Vida de piloto e repórter da LBN não é fácil. Em mais uma de suas
reportagens para a LBN News, o repórter Nuno Moraes esteve em
“Belzonti”, onde conversou com o gerente da categoria Light, Ricardo
Vizibelli. “Cuidado Nuno, o Dog tá chegando”, foi o aviso dado por um
passante, fã das matérias do intrépido repórter e piloto.
Achando
que era o gerente da categoria, que atende por esse apelido, Nuno
precisou correr e pular seis muros – pelo menos não bateu neles – para
fugir do pitbull que havia fugido de um canil próximo. Depois de se
livrar do cachorro, chegou à hora de enfrentar o outro Dog...hehehehe.
Gerente
da categoria Light desde os tempos em que ela era Rookie (em 2002),
Vizibelli mostrou ter um carinho especial pela categoria. Mas mostra-se
preocupado com as coisas que aconteceram na primeira etapa, além de
esperar não ter que suspender nenhum piloto antes do meio da temporada.
“Mas se tiver que fazer isso, não pensarei duas vezes” , diz em tom sério.
Ao ser perguntado sobre as possíveis mudanças que poderão acontecer já em Watkins Glen, Dog disse em tom apaziguador: “Não
pretendo tomar nenhuma atitude repressiva, ou aumentar a punição para
os pilotos que cometerem erros na pista. Ainda não posso dizer o que
será feito, mas ajustes ocorrerão, com certeza. Algumas vezes,
acontecem situações que não eram esperadas. Para isso servem os
ajustes. Tudo será postado no fórum da categoria” , disse Dog.
Sobre a questão de ter revelado isso em tom de “ameaça” no Fórum
Autoracing, o gerente da Light respondeu dando gargalhadas: “Terrorismo roxxx” .
“Minha
impressão a respeito da categoria, nessa primeira corrida, ficou
dividida em duas: a inicial, que foi até o meio da corrida, e a final,
daí em diante. Primeiro fiquei horrorizado. Logo pensei que a temporada
vai ser difícil. Muitos acidentes bobos, e desconhecimento dos
procedimentos por parte de alguns. Mas depois da metade da corrida
parece que reaprenderam e tudo correu bem. Ainda precisamos melhorar
alguns aspectos. Sempre precisamos. Mas acho que temos um futuro muito
bom” , continuou o gerente da Light.
Apesar das oito YFs,
poucos protestos foram enviados para análise da gerência. Sobre isso,
Dog emitiu uma opinião que mais parece um “puxão de orelhas” na galera:
“Acho que é um mix de coisas. Desinteresse por parte de alguns,
conformismo por parte de outros e medo de represálias ou inimizades.
Acho que este último é a maioria. As pessoas precisam entender que
protestar não é agredir ou atacar. Os pilotos precisam entender que
existem regras e elas precisam ser seguidas. Quem recebe protesto
avalia se foi justo e entra com o recurso para se defender. Se não
conseguir reverter, paciência. É a regra do jogo. É partir pra próxima
e tentar não cometer os mesmos erros” .
E sobre o fato de, em
todo início de temporada, algumas vezes em todas as corridas, ter que
ficar dando orientações para os pilotos que nem sempre são seguidas? A
resposta do gerente chega a ser surpreendente. “É um pouco
desanimador. Às vezes penso que alguns fazem de propósito só para
descontar as punições que dou (risos). Mas lembro das vezes que eu
também fiz (e faço) bobagem na pista e lembro que todos podem errar. Na
hora da adrenalina é difícil segurar. Mas um pouco mais de atenção não
faria mal algum” , finalizou Dog.
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