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Light - Procissão em Indianápolis E-mail
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Por Nuno Moraes   
04 de agosto de 2006
Light, uma categoria de primeira...Porque se passar a segunda marcha, acontece acidente e tem YF. Essa foi a impressão deixada pelos pilotos – boa parte deles – participantes da corrida no quadrioval de Indianápolis, na abertura da temporada S2/2006, nos telespectadores, chefes de equipe e de quem mais acompanhou a prova de ontem.
Mas qual seria o motivo para isso?
 De uma categoria que terminou a temporada passada com o menor índice de incidentes e bandeiras amarelas dos últimos anos na LBN, esperava-se muito mais. Afinal de contas, a maioria dos pilotos havia corrido na temporada passada. O que aconteceu? Culpa dos novatos que participaram? Da pista? Dos setups livres? Essas perguntas dançam na frente de todos. Mas a resposta é óbvia: culpa dos próprios pilotos.
Parece que, ano vai, ano vem, o gerente da categoria, Ricardo “Dog” Vizibelli se torna cada vez mais um “chato”, que fica repetindo para todos terem “cuidado, não forçar com pneus frios na primeira volta, ter paciência”. Mas os pilotos parecem fazer ouvidos de mercador. E só querem acelerar e ganhar as corridas. Parecem não se preocupar em levar 30 ou mais pontos de punição numa só corrida. Do jeito que a coisa vai, lá pela quarta prova teremos alguns suspensos de corridas... Foram oito YFs em 64 voltas – na média, uma a cada oito voltas. Descontando que cada YF gera quatro voltas em ritmo lento, temos que metade da corrida foi em procissão. Um índice muito alto. Ainda mais se levarmos em conta que seis das YFs aconteceram antes da metade da corrida.
 
A corrida
 
Mas nem só acontecimentos ruins marcaram a prova. Depois de mais de 30 dias de férias, alguns pilotos voltaram com vontade de mostrar serviço. Eduardo Tomedi (Naja Motorsports) chegou à pista distribuindo boas-noites e biscoitos de chocolate para todo mundo. Adriano Augusto (CTR) – há três anos afastado das pistas – falou que ia usar toda a paciência conquistada no Japão para se dar bem na corrida. Os pilotos novatos chegaram meio desconfiados. Alguns deles até perguntando aos mais velhos se, largando em último, conseguiriam escapar de acidentes na T1.
No Practice, muita gente testando setups. Acidentes acontecem e Nuno Moraes (Bob Team) e Milton Saavedra (GTR) quase saem no tapa na South Shute. Nuno havia sido atingido por seu colega de equipe, Ronny Lira, na pista de rodagem e foi parar na pista. Milton veio acelerando e bateu. Depois de muita zoação no chat aberto os dois pilotos levaram os carros nas costas para o pit e tudo ficou bem. Veio o qualify e Alexandre Velecico (CTR) comandou o show e vira 48s125. Renato Serra (BTD) faz o segundo tempo, 63 milésimos atrás. Mas sente na nuca o bafo quente de Luciano Dewes (Jaguar), que fica a apenas quatro milésimos do piloto carioca. Warm Up é coisa de quem não tem nada para fazer no banheiro antes da corrida. O povo está mais interessado na corrida e lá vamos nós. Duas largadas falsas. E os 26 pilotos partem para a verdadeira. E logo, logo eles fazem o diretor de prova trabalhar e mostrar a YF. Recebem pelos fones reclamações do piloto do Pace Car, que tinha começado a fazer um lanche naquele momento. Mas não tem jeito, vamos lá para quatro voltas na casa de 70 mph. Nem parecia corrida da Nascar, e sim procissão do Padim Ciço... Nas pace laps, muitos pilotos com dificuldades de para se colocar no lugar certo na fila, fazer Stagger the Pace e não fazer jump start. Alguns freavam do nada, quase provocando acidentes sérios. Depois de escapar de dois acidentes Adriano Augusto desistiu da corrida, ao ser acertado pelo menos outras duas vezes nos demais incidentes. Do jeito que estava não tinha paciência chinesa (a dele era japonesa) que resistisse.
 
No fim, quem teve paciência foi premiado. Depois de ver Velecico largar e liderar boa parte da prova, ver Serra andar mais rápido, o piloto brasileiro com nome grego, que mora no USA e não consta na lista de pilotos da categoria no site da LBN – aff, que mistura doida – Nicko Papalexiou (GTR) abocanhou a vitória, que caiu de bandeja no seu colo. Velecico e Serra se envolveram no acidente que gerou a última YF da prova e deixaram a vitória escapar por entre os dedos. Dizem as más línguas que o Serra foi quem bateu, ao jogar beijinhos pela janela do carro para um tal de Balaio, que estava assistindo a corrida nos pits do carioca. Bom, é isso aí. Daqui há quinze dias, os pilotos se encontram de novo na tradicional pista de Watkins Glen. Tomara que mais cuidadosos, mais conscientes e pacientes. Enquanto isso, as disputas continuam. Dessa vez nos tópicos de protestos e recursos do Fórum 2...
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