
Na pole position largou mais uma vez
Thiago Moya , com 27,673s. Dessa vez a pole não foi aproveitada. Logo na largada Thiago teve problemas na direção do seu carro e ficou pra trás, deixando a liderença no início da corrida para
Jean Rupaner . O destaque do início de corrida foi a presença de
Rafael Pasquali e
Mauro Trevisan entre os primeiros, disputando a ponta.
Na volta 15 ocorreu a primeira amarela da corrida, num toque entre
Fábio Loyola e
Tony Martins . Todos foram para o pit, e quem perdeu foi Jean Rupaner, que esqueceu do limite de velocidade e teve de ir para o fim da fila.
Cláudio Rondeico relargou na frente e se manteve. Logo se formou um pelotão de seis carros, com
Guilherme Cunha ,
Leandro Schmidt , Thiago Moya, Jean Rupaner e Mauro Trevisan, além do líder.
Depois de algum tempo os pilotos da GTR foram perdendo rendimento. Logo Rupaner e Cunha pularam para a ponta. Para compensar a perda Rondeico e Trevisan trocaram para a estratégia de duas paradas.

Nesse momento todos começaram a forçar o ritmo se preparando para as paradas. Os quatro primeiros vinham num ritmo parecido enquanto
Leonardo Baião chegava para a briga. Nas voltas 66 e 67 três pararam: Cunha, Rupaner e Schmidt. Moya segurou o que pode e parou na 70, Baião na 74. Seriam 130 voltas até o fim.
Estava feita a miscelânea. Na volta 90 Rondeico liderava com a certeza de parar de novo. Schmidt, Cunha e Rupaner vinham 5 segundos atrás. Eles deram 54 voltas no primeiro trecho e teriam de se virar pra fazer mais 63 sem uma nova parada. Moya estava 16 segundos atrás com a quase certeza de que terminaria sem outra parada. Trevisan vinha logo atrás fora da briga pela vitória mas bem na corrida. Baião tinha sobras mas estava a 24 segundos do líder.

Nunca saberemos quem escolheu a melhor estratégia. Quatro voltas depois, com o acidente de
Marcus Iglesias ,
Rafael Pasquali e
Marcos Perazo , tivemos a segunda amarela da corrida. Sorte de
Eduardo Moraes que recuperou a volta perdida na estratégia. Logo depois outra relargada, 5 voltas e mais uma amarela. Dessa vez todos pararam menos Schmidt. Na relargada com pneus mais gastos o líder do campeonato balançou, os pilotos de trás não conseguiram desviar e todo o pelotão dos líderes se bateu, só Schmidt e Rondeico passaram sem danos.
A partir daí cada um fez o possível com o que sobrou do equipamento. Rondeico e Schmidt abriram lá na frente. Baião ficou defendendo a posição por dentro. Duko Moraes passou por fora mesmo, Rupaner não, e quando Fábio Loyola chegou para a briga os dois se tocaram, causando a penúltima bandeira amarela da corrida.
Faltariam três voltas e alguns pilotos trocaram a posição por pneus novos. Loyola e Cunha trocaram 2 pneus, Schmidt, Baião e Trevisan trocaram os quatro.


Na relargada o improvável aconteceu de novo. Rondeico perdeu a traseira na curva 1 e para controlar perdeu a liderança e várias posições. Voltou em quarto ao lado de Perazo. Todos reduziram, Trevisan aproveitou para tentar um 3-wide e ganhar as posições e na curva 3 houve o toque. Perazo capotou, Rondeico voou e Baião que estava colado se envolveu, dando um salto Dos Santos a 20 metros de altura.
A vitória ficou então nas mãos de Eduardo Moraes, que não parou no pit nem no acidente. Com esse resultado e o segundo lugar em Talladega, Eduardo pula pra terceiro na
classificação , 82 pontos atrás de Rondeico e 34 atrás de Schmidt. Apesar das chances ainda serem poucas faltando 3 corridas, já tem gente apostando no primeiro campeonato do capixaba Duko. Pra Rondeico também ficou mais difícil depois dessa etapa, mas uma vitória em Richmond, 14 de novembro, pode embolar tudo de novo.
Duko é também o segundo ganhador do Desafio InForm, que premia em
dinheiro os pilotos que baterem Rondeico, Schmidt e Cunha na pista.