A nossa equipe de reportagem já começou a investigar nos treinos de terça. No início a única coisa estranha é que os pilotos levavam os seus carros direto para a garagem e logo eram cercados pelos seus mecânicos, indicando que ali havia algo a se investigar.
Nesse mesmo dia aconteceu um grave acidente com o piloto
Marcus Iglesias . Graças à segurança do nosso simulador não aconteceu nada com o carioca. O piloto só não saiu andando porque a cama era do lado mesmo. Veja a foto ao lado.
Na quarta logo cedo começou a classificação.
Jean Rupaner marcou a pole com um tempo bem superior ao segundo colocado, fazendo nossas suspeitas se concentrarem no ex-campeão da Extreme. A nossa equipe ficou de olho e viu que ao sair do carro ele estava sem capacete e novamente rodeado pelos seus amigos. O piloto botou a proteção novamente e reapareceu recomposto na frente das câmeras. Tudo bem que peso é tudo num carro de corridas, mas seria o capacete relevante?

Seguimos com a pulga na orelha e enquanto a largada era dada estávamos em entrevista com o Seu Magalhães, primo de
Guilherme Cunha que veio do interior de Minas para acompanhar a corrida de um dos motorhomes. Por causa da entrevista perdemos o início da corrida, a estratégia interessante da BM Motorsports de ficar pra trás para evitar acidentes e economizar o equipamento, a falha do pedal de
Thiago Moya que pode tê-lo tirado da briga pelo campeonato e a quebra de
Marcos Bicca , desconectado à força do seu computador para que sua simpática mãe pudesse usar o Skype. A polêmica do dia requeria todas as atenções e assim tratamos o tema. Seu Magalhães nos fez revelações perturbadoras que revelamos aqui sem alterar as palavras.
LBN News - Seu Magalhães, o seu primo é campeão da Extreme e vencedor da última corrida. Existe algum segredo de sucesso?
Magalhães Cunha - Não, ele está sempre treinando, é um rapaz dedicado, inteligente, ligado na família, só é estranho a tanguinha, né?
LBN News - Tanguinha? O que seria?
Magalhães Cunha - Não é bem tanguinha, é essa mania de por o volante na mesa, a garrafa d'água de lado e sentar na cadeira só de cuecão.
LBN News - O senhor quer dizer que ele corre sem equipamento de proteção?
Magalhães Cunha - Não sei se é sem proteção, hoje em dia o negócio é alcochoado, né? Diz que é que é até bom pra dar volume.
LBN News - O senhor acha que isso pode ser uma vantagem competitiva para ele?
Magalhães Cunha - Vantagem não deve ser, mas acho que é moda porque os colegas dele tambem usam.
LBN News - Quais colegas?
Magalhães Cunha - Precisa do nome? Duko, Baião, Rupaner e o Fernandinho.

O resto é irrelevante, os nomes estão aí. Enquanto a entrevista era gravada a coisa estava quente na pista.
Cláudio Rondeico e Guilherme Cunha disputavam palmo a palmo a liderança da corrida, num pelotão de 9 pilotos quase colados entre si.

No primeiro pit stop em bandeira verde, em torno da volta 32, os pilotos pararam próximos uns dos outros. A maioria acertou a parada, menos
Leonardo Baião que errou a freada, acertou Guilherme Cunha e fez os dois rodarem, perdendo algum tempo.

Com problemas de aquecimento Jean Rupaner preferiu esperar os companheiros de equipe e
Eduardo Moraes fez o mesmo. A partir daí ficou o primeiro pelotão com Rondeico e
Rafael Pasquali da GTR,
Rafael Freitas da CTR e
Leandro Schmidt da BUM. Enquanto os pilotos do primeiro grupo disputavam posição de vez em quando os RFB ficaram em fila única o tempo todo e assim foram tirando décimo a décimo a diferença.
Como se houvesse um script a ser seguido, na volta exata em que Cunha e seu pelotão alcançaram os líderes seu motor não resistiu, acabando com a corrida do brasiliense e dificultando muito o seu sonho de ser bicampeão.
Bandeira amarela, todos no pit para completar o tanque e ir até o final. Rondeico continuou na frente, seguido de Pasquali, Duko, Baião e Rupaner.

Na relargada faltando 12 voltas logo que se formou a fila da GTR e a da RFB deu-se a primeira amarela por acidente da corrida, entre
Marcos Perazo e
Mauro Trevisan . No disputa antes da linha Baião ainda tocou na rodagem e para controlar o carro caiu pra último. Schmidt vinha rápido e já era o quinto, trazendo junto Freitas e Perazo que estava com algum problema de velocidade após o toque.
Com 5 voltas para o final chega a hora da decisão. Qualquer amarela a partir daí seria fim de corrida e os pilotos tinham de correr como se cada volta fosse a última. Que tipo de vantagem correr com as roupas de baixo poderia ter para a RFB, maior que o preço de expô-los à fofoca e à difamaçâo? Veremos na parte 2.
Confira a parte 2 clicando
aqui .