Desconhecendo o baixo número de carros no grid, assim como as barbeiragens que ocorreram durante a prova, Fábio Pasche # 133 não teve dificuldades para vencer mais uma etapa e continuar na liderança do campeonato.
O tempo de 52.126s foi suficiente para que Fábio Pasche # 133 saísse na pole, coisa que ele já deve está acostumado.
Mesmo tendo sido dada a largada com apenas 15 pilotos na pista, os acidentes se sucederam de uma forma inexplicável, chegando ao ponto de ocasionarem 10 bandeiras amarelas, ou seja, metade da prova em marcha lenta.
Mas a noite era de Fábio Pasche # 133, que depois de vencer a corrida nos concedeu um relato de como foi seu final de semana:
“Acordei e, irresponsavelmente mode on, perdi a hora do curso. No dia anterior treinei um pouco com meu adversário Carlos Dytz # 79, mas só andamos em clear. Não sei por que, mas eu já tinha a impressão de que a prova seria com clima cloudy, pois observei os exports das outras corridas e estava imaginando uma temperatura em torno de 80F.
No pratice, meu tempo estava absurdamente ruim e eu não fazia questão nenhuma de melhorar, por que eu já tinha colocado na minha cabeça que ia andar da forma mais segura possível.
Ajustei o carro com o setup VH de 70 e fui para pista, só então percebi que o motor mal aguentava uma volta, assim, baixei o grile para 90 e mandei ver. Veio um tempo que eu achava bom, até que alguém, não me lembro quem, ficou pertinho de mim. Então pensei - tenho que melhorar. Conversei com os mecânicos e decidimos colocar um pouco do peso na parte de trás, por causa do vento muito forte que não me deixava fazer o cotovelo e a
T3 de forma mais rápida. Mais 3 toques de peso e fui pra pista novamente e na primeira volta, com esse ajustes, já dava pra sentir que o carro tava um canhão, mais estável e contornando as curvas de forma suave e rápida. Tínhamos achado o setup para o
qualify.
Voltei para o pit, então resolvemos modificar ainda mais o setup, mas a quarta alteração de peso na parte de trás do carro o deixava instável e não podíamos correr risco algum.
Fizemos a mesma alteração para o ajuste de race, com 40 de fita, e um pouco mais de peso atrás. Assim, na race, larguei em primeiro, já que tinha voado no qualy e achei que podia fazer um tempo melhor do que fiz, mas "medrei" de rodar na T3.
Parece que o Carlos Dytz # 79 tinha uma relação de marcha melhor, mas o bom de Pocono é que "vacado já era". Então quando ele tirava pra me passar, ele ficava sem vácuo da frente e de trás, e eu sabia que isso ia me ajudar quando eu estava na frente, mas me prejudicaria quando eu estivesse atrás.
Na race foi normal, fiquei liderando até chegar à metade da corrida evitando ao máximo

ir pros pits, queria fazer uma parada só e como nego tava se matando na pista, não sei por quê, eu sabia que ia dar pra ir até o fim com um pit só.
Pitei praticamente sozinho na lap 40 e voltei em oitavo. Na primeira volta após eu ter saído dos pits, deu mais uma das 10
YF e eu passei dois carros, enquanto alguns foram pro pit, assim, logo, logo já era o segundo colocado atrás do Eduardo Tomedi # 55. Na relagarda dei um espaço pra ele poder largar manso, sem medo de errar, pois com isso evitaria me prejudicar, com um possível erro dele. Eu não tinha intenção nenhuma de passar, mas não queria perder tempo por nada e não arriscar também. Dei uma pressãozinha e ele deu uma beijada no muro, na saída da
T1. Então coloquei de lado e passei sem risco, nem para ele, nem para mim. Depois foi só ir pro abraço, uma pressãozinha a mais do Tales no fim, que andou muito bem também e foi só, depois dele dar umas erradinhas, eu abri um "cadinhu"."
Parabéns Pasche!!!
Depois desse relato, que foi de tirar o fôlego, tentamos entrevistar outros pilotos da PRO, mas eles estavam muito envergonhados do pífio desempenho que tiveram na corrida e não quiseram declarar nada.
Senhores: O que está acontecendo com a PRO? A maioria dos pilotos não treina, não comparece às corridas e ainda some do fórum, sem nem sequer protestar contra os acidentes.
Que nos desculpe o Gulherme Cunha pela trabalheira e esperamos que a próxima etapa, que será em Infineon, apague a péssima imagem que foi deixada em Pocono e traga de volta os áureos tempo dessa categoria tão prestigiada e que antecede a Extreme.