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Arca - Junae comanda Atlanta e a entrevista E-mail
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Por Paulo Gonçalves   
03 de novembro de 2006
Hampton, GA. Após a conturbada etapa de Atlanta na Arca Series, onde ocorreram nada menos do que 15 Yellow Flags e tivemos praticamente 60% da corrida em procissão, a equipe de reportagens da LBN resolveu ouvir quem esteve na ponta e suas opniões sobre a corrida. Com a palavra, o vencedor, Junae Ludvig:

 

LBN NEWS: Quais eram suas expectativas para a corrida de Atlanta?
J.Ludvig: Bem, para essa etapa eu estava relativamente confiante, por um lado eu sabia que a pista é pé embaixo, o que nivela todo mundo e faz com que a briga seja no "photo-finish", mas durante os treinos, dias antes da corrida, eu já estava virando 29.0 com certa facilidade e pelos comentários no fórum comecei a acreditar que poderia até largar numa das primeiras filas, o que seria fundamental para evitar os acidentes comuns nas primeiras voltas. No dia da corrida eu estava impaciente, nem consegui trabalhar direito, só pensando na corrida de logo mais, é muito bom correr na LBN e Atlanta é uma pista que propicia ótimas disputas, então a expectativa era grande.

LBN NEWS: Sua expectativa inicial foi real?
J.Ludvig: Durante o practice eu me surpreendi com a quantidade de acidentes, cada vez que eu saía do pit stall, já via os sinais de fumaça pela pista toda, me veio a impressão de que ou o pessoal tava andando com muita vontade ou que talvez não tivessem treinado muito, acho que não foi nem um nem outro, ou talvez até tenha sido os dois, sei lá. Chegou finalmente o qualify e eu acabo cometendo um pequeno erro na T3, mas ainda assim virei 29.085s contra 29.108s do R.Rodrigues, isso assegurou minha pole position e me deixou mais tranqüilo pelo menos para a largada...

LBN NEWS: Conte para nós como foi sua corrida.
J.Ludvig: Fomos para a race e não sei o que estava acontecendo, mas a pista estava muito diferente dos treinos que fiz off-line e com meus companheiros de equipe, a pista estava um verdadeiro sabão, e com muitos carros próximos, principalmente com alguém perto da traseira deixava o comportamento do carro muito instável. Logo que entrei no servidor, eu recebi um aviso dizendo que havia diferença de grip no .INI, na hora nem dei bola e fui pro practice, mas na hora da corrida a coisa apertou! Eu confesso que fui pego de surpresa na primeira volta da primeira largada falsa, e com o Rodrigues colado em mim rodei com tudo na T3... Isso foi um ótimo sinal para ir com calma, e deixar prá andar forte mesmo mais pro final da prova, Talvez isso explicasse aquela quantidade enorme de fumaça durante o practice, hehe.

Nas relargadas seguintes não tive mais problemas, andei de acordo com a necessidade, estava poupando pneus ao máximo, pois minha estratégia era de apenas uma parada, programada para depois da volta 50. O primeiro terço da corrida foi marcado por incontáveis YFs, infelizmente era largar, dar no máximo uma ou duas voltas em green e correr pro race back.

Nesse início de prova o Rafael Braga, Rodrigues, Romar e Francisco Amaral (o Português Voador, rsrsrs) estavam muito bem, andando forte e botando pressão, o R.Braga me ultrapassou numa relargada e se manteve muito bem liderando por oito voltas, mas numa nova relargada na volta 12 perdeu a traseira e começou a rodar bem à minha frente, não tive muito o que fazer a não ser desacelerar e respirar fundo, tive sorte que o carro dele bateu no meu parachoque dianteiro e não me desestabilizou, perdi uma posição, mas o susto foi o que de menos pior poderia me acontecer, LOL.

Desse ponto em diante todos já estavam começando a se habituar com o grip diferente da pista e gradualmente os acidentes foram diminuindo, com as posições se assentando. Estava na hora de pôr em prática a estratégia e comecei a monitorar as posições da Marcelly Rangel e F. Amaral, meus adversários diretos pelo título. O Amaral não desgrudava de mim na segunda colocação, já a Marcelly alternava entre a 5ª e 10ª posições, a corrida prosseguiu com algumas perninhas em green.

Já estávamos na volta 57, quando surgiu uma YF, pelo rádio (TS) eu consultei meus companheiros de equipe e avisei que iria fazer minha parada, entrei em primeiro e saí em quinto. Estava chegando a hora de começar a andar forte. Relargamos e tivemos uma boa perna em green flag, consegui ganhar posições chegando a segundo, logo atrás do R.Rodrigues, quando depois da saída da T2 eu procuro me posicionar na linha interna, mas ele é um ótimo piloto e muito atento foi pra dentro também, me forçando a tomar a linha externa quando a T3 já se aproximava, ao fazer a tomada da curva meu carro desequilibrou e com a proximidade dos carros perdi a traseira, indo pro apron, procurei controlar o carro do jeito que dava, foi um looooooongo powerslide e apesar de não bater em ninguém acionei a YF.

Hora de ir pros pits para uma parada não programada, o que me mandou prá penúltima posição, faltando umas 30 voltas. Nisso eu comecei a me lembrar de meu companheiro de equipe Daniel Böhler, que nesta temporada tem se especializado em escalar o pelotão vindo de trás, acho que pedi pra mim um pouco da habilidade dele nesta situação. E assim foi, em algumas voltas consegui subir novamente até as primeiras posições, mas tive um problema com o piloto Fábio Pittol, na saída da T4 eu me mantive por dentro e acabamos fazendo um 3-wide ao longo da reta principal, o problema em Atlanta é que essa reta tem umas quebradas e na segunda delas eu olhei pelo retrovisor e julguei que já estivesse à frente do Pittol, assim mantive minha trajetória, porém acabamos nos tocando pela ponta dos para-choques e ele rodou, culpa total minha, que assumo e que tirou bastante o gosto da vitória, uma pena.

Nisso eu já estava em 4º lugar, e já estava bem mais adaptado às condições da pista, procurei botar pressão nos adversários à frente e consegui subir para a liderança, faltando poucas voltas para o final surgiu mais uma YF, o que juntou todo o pelotão e assegurou um final muito disputado, atrás de mim Rafael Rodrigues dava sinais claros que iria para o tudo ou nada, durante as voltas sob yellow ele ia e vinha, botando pressão e talvez tentando me desconcentrar, eu sabia que a largada seria decisiva, e com o grande efeito do vácuo na reta oposta as chances de uma ultrapassagem eram grandes. Mas consegui largar bem e defender minha posição, as voltas finais foram muito boas e limparam um pouco a mancha do excesso de bandeiras amarelas. Incrível foi o ataque do Amaral que de 4º conseguiu uma segunda posição na linha de chegada, brigando palmo a palmo com o Pittol e Daniel Amigo, impressionante!

LBN NEWS: Uma das marcas da prova para você?
J.Ludvig: Foram incontáveis as YF que tivemos nesta etapa, uma pena, pois Atlanta tinha tudo prá ser uma corrida inesquecível, acho que a culpa óbvia é de nós pilotos, mas tenho uma suspeita de que o grip alterado também contribuiu, pois pegou de surpresa mesmo quem treinou bastante.


LBN NEWS: Mais uma vitória na temporada. Qual é a sua expectativa para as próximas 3 corridas que faltam para o fim do champ?
J.Ludvig: Bem, minha expectativa principal é a de não me envolver de forma alguma em acidentes, se der pra beliscar uma boa colocação está ótimo, eu não posso pedir mais nada nesse S2, está tudo conspirando a favor. North Carolina eu ainda não conheço, sei que é um oval de 1 milha, mas não cheguei a entrar na pista ainda. Devido ao grande número de punições que devem acontecer depois de Atlanta muitos não irão qualificar (eu estou incluído nessa lista), o que vai deixar a corrida aberta. Apenas espero que todos tenham bom-senso de fazer as voltas iniciais com todo cuidado de forma a não prejudicar ninguém. Uma etapa onde eu quero me esforçar será Phoenix, adoro esta pista e acho que minha pilotagem se adapta bem às suas condições. Se eu puder qualificar lá, quero me esforçar para sair nas primeiras filas e disputar quem sabe uma boa posição ao final. Sobre Miami eu não sei não, com YFs a coisa fica bem imprevisível, e como temos ótimos pilotos na ARCA, praticamente todos terão condições de vencer.


LBN NEWS: Junae pintando como provável campeão. Embora exista uma boa competitividade entre os pilotos da categoria, no inicio do champ você esperava uma disputa mais acirrada pela ponta?
J.Ludvig: Sem dúvida. Porém antes do champ começar eu tinha certeza que nós novos pilotos vindos da ASA iríamos apenas figurar entre os já experientes pilotos da ARCA, adicione a isso nomes fortíssimos como Rafael Pasquali, um piloto da Extreme correndo contra nós, novatos e com pouquíssima experiência, eu tinha certeza que haveria disputas, mas do segundo lugar para baixo, o título já era do Pasquali por antecipação. Infelizmente ele não teve sorte em algumas etapas e ainda está um pouco atrás na classificação, mas é o carro a ser batido (batido no sentido de ser superado LOL) até o final do champ, ele é fantástico, anda muito. Outro nome que não canso de citar é o do Rafael Rodrigues, que sem dúvida é um piloto de ponta, tem muita habilidade, mas sofreu severas punições e perdeu uma etapa, o que complica muito sua situação na classificação geral. Me desculpem não citar todos os nomes, é muita gente boa: Romar, Böhler, Amigo, Rangel, Freire, Braunstein, Higor, Amaral, nossa muitos mesmo, me dão um trabalho enorme!

LBN NEWS: Olhando para trás, passadas 7 provas, quem é hoje o Junae Ludvig da Arca?
J.Ludvig: Olha, não vou negar que tenha aprendido um bocado nesses oito meses de LBN, errando ou acertando você sempre aprende. Ainda estou muito longe de ser sequer um piloto razoável, mas acho que a cada prova, tenho aprendido um pouco mais e isso tem me motivado muito e ajudado a procurar sempre evoluir.

LBN NEWS: Quais são os pilotos em que você se espelha na LBN?
J.Ludvig: Meu ídolo é o Rondeico, ele tem o que um piloto extraordinário deve ter: cérebro rápido e uma sensibilidade muito acima da média, eu percebo isso analisando os replays de suas hotlaps, e comparo ele a um processador de última geração, é puro processamento. Gosto muito do Dytz, ele é um ótimo amigo que tem me ajudado muito, mas meu grande mestre é sem dúvida Adalberto Xavier, ele que me ajudou a chegar até a ASA, após a Escola de Pilotagem e sempre está aberto a qualquer tipo de auxílio, conselhos, ele é o cara que sempre tem ótimas orientações para dar. Se a LBN tivesse mais Xavieres (huahua qual o plural de Xavier?) as coisas seriam ainda melhores por aqui.

LBN NEWS: Agradecemos sua atenção e parabéns por mais uma sensacional vitória.
J.Ludvig: Opa, muito obrigado! Gostei muito de conversar com vocês, me desculpem se falei demais.

 

 

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